O Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior em 2022, tem como principal objetivo estimular o gosto pela leitura e pela escrita, valorizar a língua portuguesa e incentivar a criação literária. Simultaneamente, constitui uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome.

Este prémio destina-se a autores de nacionalidade portuguesa ou naturalizados, com idade igual ou superior a 18 anos. A sua atribuição alterna entre géneros literários: nos anos pares distingue a modalidade de Poesia e nos anos ímpares a modalidade de Conto.

A obra vencedora será publicada em livro, numa edição da Câmara Municipal de Campo Maior, sendo igualmente atribuído ao autor um prémio monetário no valor de 1.500 euros.

Em 2026, o Prémio aceita candidaturas na modalidade de poesia, devendo os trabalhos ser submetidos, de acordo com o definido nas normas de participação, entre os dias 22 de maio e 30 de junho do corrente ano.

As Normas de Participação para a edição 2026 do Prémio Literário Hugo Santos estarão disponíveis brevemente.

“As Coisas Também Fazem Testamento”, de António Maria Mendes, é o trabalho vencedor da quinta edição do Prémio Literário Hugo Santos, promovido pelo Município de Campo Maior.
O autor, natural de Évora, foi distinguido com a publicação da obra em livro, numa edição da Câmara Municipal, e com um prémio monetário no valor de 1.500 euros.

Leia a sinopse do vencedor da edição 2026 do Prémio Literário Hugo Santos:

As Coisas Também Fazem Testamento é um ciclo poético sobre aquilo que fica dentro de uma casa quando alguém deixa de estar nela. Gavetas, loiça, pão, fotografias, uma cadeira, um poço, um caderno de contas ou uma figueira tornam-se testemunhas de uma vida, de uma família e de tudo o que ficou por dizer. Inspirada na casa da sua avó Arcanja, em Aguiar, onde António Maria Ramos passou grande parte da infância, a obra é também uma homenagem às suas gentes, a Aguiar, ao Alentejo e às heranças que não cabem num testamento.

“O Relógio de Areia Avesso ao Tempo”, obra assinada sob o pseudónimo Fernando de Bulhões, é o trabalho vencedor da quarta edição do Prémio Literário Hugo Santos, promovido pelo Município de Campo Maior.
O autor, João Fernandes, natural de Campo Maior, foi distinguido com a publicação da obra em livro, numa edição da Câmara Municipal, e com um prémio monetário no valor de 1.500 euros.

Leia a sinopse do vencedor da edição 2025 do Prémio Literário Hugo Santos:

Numa vila esquecida na planície, tão comum que poderia ser qualquer uma, surge um enigmático relógio que rompe o compasso habitual da existência. Aos poucos, o tempo deixa de obedecer às regras conhecidas, alterando a vida das pessoas e a ordem do próprio tempo. É nesse cenário que se desenrola o conto de Elvira Remédios, uma mulher que carrega em si os ecos do inexplicável. Com os traços do realismo mágico que marcam e homenageiam os grandes nomes da literatura sul-americana, esta narrativa transita entre a realidade e o fantástico, desafiando certezas e convidando o leitor a repensar a natureza do tempo e do próprio ser.

O trabalho vencedor da terceira edição do Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior, é “O perdurável inventário de efémeros”, de Yanis Barbacena, pseudónimo de Joaquim Fernando R. Fitas.
O autor, natural de Campo Maior, verá o seu trabalho publicado em livro numa edição da Câmara Municipal de Campo Maior e receberá um prémio monetário no valor de 1500 Euros.
De relembrar que a criação do Prémio Literário Hugo Santos tem por objetivo fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, defender e valorizar a língua portuguesa e promover e incentivar a criação literária, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome.

Leia a sinopse da coletânea de poemas vencedora da edição 2024 do Prémio Literário Hugo Santos:

Mais do que um exercício de linguagem, “Perdurável inventário de efémeros” constitui um repositório de afectos e memórias, um estendal de lonjuras que habitam o olhar – de maneira perene –, esculpidas pelo vazio, tecidas pela ausência daqueles que não voltam, mas que permanecem nessa espécie de casa a que convencionámos chamar o coração.

O trabalho vencedor da segunda edição do Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior, é “Do Corpo o Homem”, de J. Aire, pseudónimo de Rute Simões Ribeiro.
A autora, natural de Coimbra, verá o seu trabalho publicado em livro numa edição da Câmara Municipal de Campo Maior e receberá um prémio monetário no valor de 1500 Euros.
De relembrar que a criação do Prémio Literário Hugo Santos tem por objetivo fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, defender e valorizar a língua portuguesa e promover e incentivar a criação literária, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome.

Leia a sinopse do conto vencedor da edição 2023 do Prémio Literário Hugo Santos:

Do Corpo o Homem é uma narrativa na primeira pessoa de um homem com Alzheimer chamado João. O conto adota uma estrutura diarística e, ao longo dos dias, João, casado com Carminho, fala de si próprio, descreve os seus dias, apresenta os seus pensamentos, alegrias e angústias, ao mesmo tempo que vai narrando episódios presentes e passados da sua vida e dos que o rodeiam. O leitor assiste aos acontecimentos pela perspetiva de um homem que progressivamente desfaz o seu vínculo ao mundo que o envolve, nem sempre disso consciente, e acompanha-o nessa inescrutável interioridade de memórias e ausências, aproximando-se do íntimo de um homem que sempre sobejará ao corpo. 

O trabalho vencedor da primeira edição do Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior, é “Uma casa de papel onde morar”, de Nuno d´Évora Brandão, pseudónimo de Nuno Garcia Lopes.
O autor, natural de Asseiceira, terá o seu trabalho publicado em livro numa edição da Câmara Municipal de Campo Maior e receberá um prémio monetário no valor de 750 Euros.

De relembrar que a criação do Prémio Literário Hugo Santos tem por objetivo fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, defender e valorizar a língua portuguesa e promover e incentivar a criação literária, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome.

Abaixo transcreve-se um dos poemas que integram a obra vencedora:

nas tardes de inverno, a noite cedo, chegar a casa

e acender o ecrã em frente aos olhos,
vê-lo crepitar alumiando o mundo,
que assim para nós se abre em chama acesa,
as novas consumindo como lenha,
enquanto as mãos se esfregam no aconchego.
o ecrã ao corpo aquece, a voz à alma,
a voz dos locutores da sua própria história
no ecrã de sobro que estreleja ao toque da tenaz. 

Nuno d´Évora Brandão